SUSTENTABILIDADE NA VISÃO ECONÔMICA ECOLÓGICA E ECONÔMICA NEOCLÁSSICA
(autor: Juliana Thomé)
Sustentabilidade, sintetizando um conjunto de conceitos tanto ecológicos quanto econômicos, significa uma característica de certo processo ou estado que pode manter-se indefinidamente. No pensar ecológico, ou seja, na escola econômica ecológica, a sustentabilidade se caracteriza por representar e evidenciar diversas funções do capital natural, que deve ser conservado e expandido; enquanto no pensamento da economia neoclássica ambiental o capital ambiental não necessita receber tratamento diferenciado, por ser um capital como outro qualquer.
O capital natural, conceito originário na economia, é o estoque real de bens que possui poder de produzir mais bens no futuro, este é exemplificado pela ecologia como as populações de peixe que permitem o fluxo do pescado ou as florestas que permitem a produção de papel. Esse conceito, usado diferentemente na ecologia e na economia, gera vários tipos de conseqüências e filosofias, como por exemplo, a teoria da sustentabilidade fraca e sustentabilidade forte.
A teoria da sustentabilidade forte sugere, pelo pensamento da escola neoclássica, que o capital natural não é obstáculo para a manutenção de um consumo sustentável, pois, pode ser substituído quase que perfeitamente pelo capital manufaturado. Como o progresso técnico, no pensamento neoclássico, é considerado algo contínuo, este superará as limitações causadas pela escassez de recursos.
Ao contrário, na teoria a sustentabilidade fraca, gerada pelos pensadores da economia ecológica, o capital natural se diferencia fortemente do capital manufaturado e não aceita sua substituição perfeita por este. Além disso, na teoria ecológica o capital natural deve receber alta prioridade quanto à sua conservação, pois trata do impacto do uso desse capital tanto na geração atual quanto para as gerações futuras, fato que o pensamento neoclássico não antevê como problema.
Colocando na balança as duas teorias, cada uma tem seus prós e contras. A teoria baseada na economia neoclássica tem um forte viés primeiro-mundista conservador, principalmente do status quo, implícito principalmente por manter a produção na mão de quem tem a maior retenção de capital natural e por conseqüência, capital manufaturado. A teoria ecológica tem um forte viés conservacionista radical, ao excluir o capital manufaturado e vê-lo como algo próximo do nocivo e não algo complementar ao capital natural. O ideal na conjuntura econômica e ecológica atual seria uma mescla de ambas as teorias já que sozinhas elas são amplamente falhas chegando quase à ingenuidade.
(autor: Juliana Thomé)
Sustentabilidade, sintetizando um conjunto de conceitos tanto ecológicos quanto econômicos, significa uma característica de certo processo ou estado que pode manter-se indefinidamente. No pensar ecológico, ou seja, na escola econômica ecológica, a sustentabilidade se caracteriza por representar e evidenciar diversas funções do capital natural, que deve ser conservado e expandido; enquanto no pensamento da economia neoclássica ambiental o capital ambiental não necessita receber tratamento diferenciado, por ser um capital como outro qualquer.
O capital natural, conceito originário na economia, é o estoque real de bens que possui poder de produzir mais bens no futuro, este é exemplificado pela ecologia como as populações de peixe que permitem o fluxo do pescado ou as florestas que permitem a produção de papel. Esse conceito, usado diferentemente na ecologia e na economia, gera vários tipos de conseqüências e filosofias, como por exemplo, a teoria da sustentabilidade fraca e sustentabilidade forte.
A teoria da sustentabilidade forte sugere, pelo pensamento da escola neoclássica, que o capital natural não é obstáculo para a manutenção de um consumo sustentável, pois, pode ser substituído quase que perfeitamente pelo capital manufaturado. Como o progresso técnico, no pensamento neoclássico, é considerado algo contínuo, este superará as limitações causadas pela escassez de recursos.
Ao contrário, na teoria a sustentabilidade fraca, gerada pelos pensadores da economia ecológica, o capital natural se diferencia fortemente do capital manufaturado e não aceita sua substituição perfeita por este. Além disso, na teoria ecológica o capital natural deve receber alta prioridade quanto à sua conservação, pois trata do impacto do uso desse capital tanto na geração atual quanto para as gerações futuras, fato que o pensamento neoclássico não antevê como problema.
Colocando na balança as duas teorias, cada uma tem seus prós e contras. A teoria baseada na economia neoclássica tem um forte viés primeiro-mundista conservador, principalmente do status quo, implícito principalmente por manter a produção na mão de quem tem a maior retenção de capital natural e por conseqüência, capital manufaturado. A teoria ecológica tem um forte viés conservacionista radical, ao excluir o capital manufaturado e vê-lo como algo próximo do nocivo e não algo complementar ao capital natural. O ideal na conjuntura econômica e ecológica atual seria uma mescla de ambas as teorias já que sozinhas elas são amplamente falhas chegando quase à ingenuidade.
Fontes:
Mueller, Charles C.,Economia e Ambiente na perspectiva do Mundo Industrailizado: Uma avaliação da Economia Ambiental Neoclássica, Est.Econ. São Paulo, (26)2: 261-304, mai-ago, 1996.
Constanza, R., Economia ecológica: uma agenda de pesquisa. In: May, P. M & Serôa da Motta, R. (org.)
Valorando a natureza: análise econômica para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: Campus,
1994.
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Galera se quiserem fazer críticas ao texto, tipo estrutura, parágrafo, forma, gramática. Por favor, fiquem à vontade, pois como é texto de estudo para uma prova escrita que farei, TODA crítica construtiva vai bem né? :)
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